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Prefeito José Thomé amarga derrota ao ser condenado em 2ª instância na Justiça Eleitoral

Por unanimidade, juízes mantiveram condenação de 1º grau por crime de falsidade ideológica imputado ao gestor municipal de Rio do Sul.

Por Redação

3 de dezembro de 2021

às 14:00

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 O prefeito de Rio do Sul (SC), José Thomé (PSD), sofreu uma grande derrota no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC), na tarde desta quinta-feira (2), em Florianópolis (SC). Por unanimidade, a Justiça Eleitoral manteve a condenação do político em 1º grau por crime de falsidade ideológica referente às eleições municipais de 2016, transformando-o em um condenado em 2ª instância.

 A sessão do Pleno na capital do estado analisou o mérito do processo contra José Thomé.

 O voto do relator do caso, o juiz Rodrigo Fernandes, foi acompanhado pelos outros seis juízes.

 O relatório tem 160 laudas.

 O julgamento reconheceu o recurso criminal ajuizado pela defesa, porém, na análise do mérito o pedido foi negado.

 Com isso, ficou mantida a sentença com as condenações da 1ª instância.

 Segundo a assessoria do TRE, José Thomé fica condenado a dois anos de reclusão em regime aberto pelo crime de falsidade ideológica eleitoral.

 Na instância inicial também havia previsão do pagamento de multa equivalente a pouco mais de 10 salários mínimos.

 Acórdão

 O acórdão do julgamento do mérito do processo será publicado dentro de poucos dias pela Justiça Eleitoral catarinense.

 O documento da decisão final deverá esclarecer se José Thomé, reeleito em 2020, ficará inelegível por causa da derrota em 2ª instância.

 Analistas sustentam que, em tese, enquanto a defesa do prefeito não reverter a situação em tribunais superiores, Thomé poderá ser considerado um “ficha suja”.

 Os temas polêmicos do processo não foram objeto de discussão no Pleno do TRE nesta quinta-feira, mas deverão aparecer no acórdão.

 A Justiça Eleitoral de Santa Catarina transmitiu a sessão pela internet. ASSISTA!

A partir de 11m57s.

 Relembre

 A investigação apontou prática de caixa 2 quando o político foi eleito pela primeira vez chefe do Executivo da prefeitura de Rio do Sul, a maior cidade do Alto Vale.

 O gasto de campanha teria sido 400% superior ao informado à Justiça Eleitoral na época.

 O valor foi estimado entre R$ 750 mil e R$ 850 mil, sendo que apenas R$ 174,6 mil haviam sido declarados.

 De acordo com o processo, embasado no trabalho da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil, os indícios do crime foram percebidos durante uma interceptação telefônica que apurava a formação de cartel em postos de combustíveis.

 O Ministério Público Eleitoral (MPE-SC) também chegou a ouvir o vice-prefeito Paulo Cunha (PSD) e mais 33 pessoas envolvidas na denúncia.

 Após a alegação de ilicitude da prova, por conta de uma gravação telefônica que envolveu o deputado estadual Milton Hobus (PSD) – com foro privilegiado -, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) chegou a subir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, antes de o caso ser devolvido à Santa Catarina.

 A suposta prática de caixa 2 é objeto de outra ação, não julgada, que poderá atingir ainda mais o futuro político de José Thomé.

 Fonte: Redação

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