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Prefeitura abandona coleta de lixo e contrata empresa por R$ 1,36 milhão

Custo milionário do contrato com empresa privada inclui transporte e destinação final dos resíduos sólidos por 12 meses. Desperdício cai na conta do povo.

Por Redação

4 de agosto de 2021

às 06:00

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 Em um giro de 180 graus, o prefeito Horst Alexandre Purnhagen (MDB) decidiu abandonar o serviço municipalizado de coleta de lixo, na cidade de Taió (SC), e contratar a DML Coleta e Transportes de Resíduos Ltda, localizada em Otacílio Costa, por R$ 1,36 milhão de reais. A empresa deverá fazer a coleta, transporte e destinação final dos resíduos sólidos do município do Alto Vale do Itajaí. O acordo assinado entrou em vigor no último dia 1º e tem validade de um ano, ou seja, até 1º de agosto de 2022. A prestação do serviço prevê pagamento de R$ 380,00 por tonelada.

 A mudança vai na contramão das ações implementadas na gestão do prefeito Almir Reni Guski (PSDB), quando Horst Alexandre Purnhagen era o vice.

 Logo depois que tomou posse, em 2017, Almir polemizou ao investir em um amplo projeto de municipalização dos resíduos. Uma das justificativas era que a arrecadação da Taxa de Lixo cobria apenas a metade dos custos anuais com a coleta.

 Guski chegou a viajar à Alemanha (segundo ele, com recursos próprios) para buscar inspiração em modelos internacionais. A ideia do “case” taioense era tornar-se “um dos melhores modelos em Santa Catarina”, uma “grande indústria” de processamento dos materiais para gerar renda, empregos e muitos lucros com a venda dos reciclados.

 Naquele período, as despesas incluíram campanhas educativas, palestras, consultoria de engenharia ambiental, compra de um caminhão equipado para fazer a coleta do lixo e realização de concurso público para contratação de uma dúzia de servidores. Uma cooperativa também chegou a ser contratada para fazer o trabalho de reciclagem em um galpão. Apenas o que não pudesse ser transformado em dinheiro seria levado ao aterro em Otacílio Costa, na Serra Catarinense.

 Porém, surgiram percalços. Entre as dificuldades apontadas estava a contratação da equipe para operar o sistema. E o caminhão do lixo, que chegou a ser exposto depois da compra com faixa e tudo em praça pública, ficou um ano estacionado. O veículo circulou apenas entre agosto de 2020 e julho de 2021, período em que Alexandre deixou de ser vice e se elegeu prefeito em outra chapa.

 Após todo o alarde feito em torno do projeto da coleta municipalizada, na tarde desta terça-feira (3), a reportagem do portal Alto Vale Agora encontrou o caminhão do lixo no pátio do setor de obras da prefeitura de Taió; parado.

 Para o povo, a tentativa fracassada da municipalização implantada na gestão “Almir e Alexandre” deixa a sensação de dinheiro público jogado fora, além do receio de futura alta de custos para o contribuinte.

 Será que a contratação de uma empresa privada vai terminar em aumento salgado da próxima Taxa de Lixo taioense?

 Fonte: Da Redação

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