Iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável em Santa Catarina foram reconhecidas na noite desta sexta-feira, 3, em Florianópolis. O 22º Prêmio Fritz Müller, concedido pelo Governo do Estado, por meio do Instituto do Meio Ambiente (IMA), foi entregue para 13 projetos de empresas públicas e privadas durante solenidade na sede da Fiesc.
As iniciativas envolvem novas ideias e tecnologias para conservação de recursos hídricos, sustentabilidade energética, preservação da vida silvestre, educação e gestão ambiental, reciclagem, recuperação de áreas degradadas, entre outros. Concorreram à edição de 2021, 77 projetos de 55 empresas de todo o estado.
O presidente do IMA, Daniel Vinicius Netto, reforçou a importância da retomada da premiação, adiada em 2020 por conta da pandemia de Covid-19. “Esse é um prêmio especial, pois reconhece os cases de sustentabilidade, logística reversa, melhores tecnologias de controle ambiental, gestão de resíduos e todas as boas soluções para reduzir os impactos negativos no meio ambiente com a atividade produtiva”, afirmou.
Os vencedores estão detalhados no Anuário Ambiental Fritz Müller 2021, que foi lançado durante a solenidade. Na ocasião, também foi entregue o Prêmio Raulino Reitz para uma personalidade de destaque na defesa ao meio ambiente. O escolhido desta edição é o professor catarinense Arlindo Philippi Júnior, engenheiro civil formado pela UFSC e um dos principais nomes da área no país.
“Não só é possível unir desenvolvimento e preservação do meio ambiente, como é mais rentável para as empresas. Empreendimentos que optam por processos mais sustentáveis também ganham credibilidade e melhor posicionamento no mercado, além de garantirem maior equilíbrio das suas atividades, e, consequentemente, salvaguardar os recursos naturais”, explicou Arlindo.
Personalidade homenageada
Arlindo Philippi Júnior nasceu em Bom Retiro e mudou-se para Florianópolis ainda na infância. Após se formar, deu sequência aos estudos na Universidade de São Paulo (USP). Voltou a morar em Florianópolis por ocasião das enchentes ocorridas em março de 1974 em Santa Catarina, quando trabalhou no Departamento Autônomo de Saúde Pública (DASP) da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina.
Hoje, divide-se entre Florianópolis e São Paulo, onde é professor titular da USP. Pós-doutor em Estudos Urbanos e Regionais (MIT- EUA), Arlindo publicou 50 livros e foi finalista do Prêmio Jabuti em 6 edições, sendo vencedor em três ocasiões.
O nome do prêmio recebido por ele é uma homenagem ao cientista Raulino Reitz, fundador da extinta Fatma e referência na preservação da natureza catarinense.
“Fico honrado em receber esse prêmio que leva o nome de Raulino Reitz, um dos maiores botânicos do Brasil. Curiosamente, ele foi meu professor na infância e tinha relação de amizade com meu pai e minha família. Também mantive contatos profissionais quando ele dirigiu a Fatma”, afirmou.
Em 2022, será realizada uma edição especial do Prêmio Fritz Müller, quando comemora-se 200 anos do nascimento do cientista alemão que morou em Santa Catarina. A premiação conta com apoio da Fiesc e patrocínio da Engie, Klabin, Berneck e EDP Transmissão Aliança SC.
Fonte: Secom/SC