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Psiquiatra processado em ação penal por estupro em Joinville é preso preventivamente

As investigações continuam, pois há suspeita de que existam outros casos envolvendo o médico.

Por Redação

4 de outubro de 2021

às 13:40

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 Um médico psiquiatra acusado de estupro foi preso preventivamente em Joinville na manhã desta sexta-feira (1/10). O Ministério Público ajuizou ação penal contra o médico na quarta-feira (29/9), quando também se manifestou favoravelmente ao pedido de prisão feito pela autoridade policial. 

 Ação já foi recebida pelo Poder Judiciário e o mandado cumprido pela Polícia Civil. O preso foi conduzido para o Complexo Prisional de Joinville. A ação ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville relata que o médico, de 64 anos, teria estuprado uma paciente em uma das unidades básicas de saúde do Município, onde trabalhava, aproveitando-se da fragilidade emocional da vítima, a quem teria feito ameaças após o suposto abuso sexual.

 Ao se manifestar pela prisão preventiva, o Promotor de Justiça Germano Krause de Freitas destacou a gravidade da conduta do médico, a necessidade de evitar a reiteração da prática criminosa e pela conveniência da instrução criminal, uma vez que há outras denúncias contra o médico sendo investigadas pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) de Joinville.

 As denúncias foram recebidas pela Secretaria de Saúde do Município – que já exonerou o médico em agosto – e encaminhadas para investigação policial. O médico responde a cinco processos administrativos disciplinares e há contra ele pelo menos 35 relatos recebidos pela Secretaria devido à conduta inadequada, algumas delas referindo-se a suposto assédio sexual.

 Segundo o Promotor de Justiça, podem haver mais vítimas de possíveis crimes sexuais praticados pelo médico. “Eventualmente, se houver mais alguma vítima, orientamos que procure a Delegacia de Polícia ou o Ministério Público, a fim de que o caso possa ser investigado e o culpado punido pelo crime”, completa Krause de Freitas.

 O nome do médico não é divulgado em função da ação tramitar em segredo de Justiça, a fim de preservar a intimidade da vítima.

 Fonte: MPSC

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