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Relatório socioambiental aponta excelente desempenho do TJ catarinense em 2023

Houve também significativo incremento do indicador de participações em ações focadas na qualidade de vida no trabalho

Por Redação

19 de março de 2024

às 11:29

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Membros da Comissão de Gestão Socioambiental do Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC) finalizaram, em fevereiro, o relatório de desempenho do Plano de Logística Sustentável (PLS), que está na versão 2021-2026. O documento apresenta os resultados dos 100 indicadores de sustentabilidade da Resolução n. 400/2021, do Conselho Nacional de Justiça, e ainda de 18 indicadores do PLS-PJSC 2021-2026 e das ações e metas de sustentabilidade estipuladas para 2023. 

Vários foram os quesitos em que o PJSC obteve excelentes resultados no ano passado. O relatório discorreu sobre 77 ações realizadas dentro das 18 metas. De maneira geral, 75% das ações foram cumpridas e 21% foram parcialmente cumpridas. Das metas estabelecidas para 2023, 67% foram alcançadas.  

Os índices de contratações sustentáveis, por exemplo, corresponderam a 82,35% dos 85 contratados em 2023. São contratações de produtos ou serviços que atendem um ou mais critérios de sustentabilidade, como escolha da matéria-prima e logística de distribuição e de descarte, além do ciclo de vida do produto ou serviço – pré e pós-consumo. 

A campanha de redução no uso de copos plásticos, iniciada em 2022, incentiva que o utensílio seja disponibilizado apenas para o público visitante dos fóruns de Santa Catarina. O resultado já foi bastante expressivo. Em 2023 foram consumidas 13.880 unidades, contra 49.850 em 2019.

A redução no número de impressões em papel e seus fatores adjacentes também é uma meta do PJSC. No ano passado foram impressos 61% a menos do que em 2019. Isso refletiu nos gastos em insumos para impressão, a qual diminuiu 75% no mesmo período. Ainda foram destaques o aprimoramento dos serviços de transporte por aplicativo para todo o Estado e a manutenção dos índices de capacitação e sensibilização temáticas.  

O convênio com a Celesc para instalação de usina de geração de energia fotovoltaica em Lages consolidou-se como marco inicial no desenvolvimento de soluções alternativas no consumo de energia, a partir de fontes mais limpas e renováveis. 

Houve também significativo incremento do indicador de participações em ações focadas na qualidade de vida no trabalho, como por exemplo os programas Bem-Estar no Trabalho, Novos Laços, Mães do Judiciário e Preparação para Aposentadoria, assim como foram desenvolvidas ações solidárias que beneficiaram pessoas em vulnerabilidade social, como a campanha Dignidade Menstrual e o programa Novos Caminhos.  

No âmbito da gestão sustentável de bens, documentos e materiais, foi registrada a doação de 11.736 bens móveis e bens apreendidos passíveis de uso, o que dá continuidade ao ciclo de vida dos materiais e diminui a geração de resíduos. 

A juíza presidente da Comissão de Gestão Socioambiental (2022-2024), Iolanda Volkmann, considera que o relatório leva a importante análise das ações realizadas. “Ao tempo em que o incremento do consumo é uma resposta esperada à expansão dos serviços prestados pelo Judiciário, os indicadores também apontam para o desafio constante de revisão de modelos de gestão organizacional e de hábitos de consumo que podem ser transformados para um melhor desempenho socioambiental e para a melhoria contínua da eficiência dos gastos públicos”. 

Recentemente, a juíza auxiliar da Presidência do PJSC Maira Meneghetti assumiu a comissão. Ela complementa: “Uma das diretrizes da gestão 2024-2026 são as políticas de ASG (ambiental, social e governança) e o Plano de Logística Sustentável do Poder Judiciário; enquanto instrumento de planejamento, implementação e controle, demonstra o caráter transversal da sustentabilidade na administração pública, desde a definição de responsabilidades até os efeitos dos resultados das ações, que são distribuídos entre diversas áreas e níveis administrativos, alcançando também a sociedade. O objetivo é tornar essa base cada vez mais forte e disseminada para sustentar as atividades do Poder Judiciário de forma eficiente e comprometida com a proteção ambiental”.  

A Comissão de Gestão Socioambiental é formada por integrantes de cinco diretorias administrativas, da Asplan, da Secretaria de Gestão Socioambiental da Diretoria-Geral Administrativa e do Núcleo Administrativo do Gabinete da Presidência. O relatório de desempenho é publicado na página e encaminhado anualmente ao Conselho Nacional de Justiça

FonteNCI/Assessoria de Imprensa

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