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Santa Catarina tem a menor taxa de desocupação do País e a menor da série histórica desde 2012

Em relação ao primeiro trimestre do ano, houve uma redução de 26,9% no contingente de desocupados

Por Redação

19 de agosto de 2025

às 17:00

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A população desocupada em Santa Catarina nos meses de abril, maio e junho, teve uma queda de 37 mil pessoas em relação ao primeiro trimestre do ano. Os dados são da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada nesta sexta-feira (15) pelo IBGE. A pesquisa investiga as condições do mercado de trabalho e características socioeconômicas da população brasileira com a divulgação trimestral de dados. (vide gráfico1) A taxa de desocupação que era de 3,0% caiu para 2,2%. Além de se manter como a menor do Brasil, é também a menor da série histórica, desde o início da pesquisa, em 2012. Os desocupados são as pessoas que não estão trabalhando, porém à procura de trabalho. No Brasil, a taxa de desocupação também teve queda, variando 1,2 p.p. o que representa 1,3 milhão de desocupados a menos que no primeiro trimestre do ano. Ainda assim, o índice catarinense ficou abaixo da média nacional, que é de 5,8%. O número de desalentados – aqueles que desistiram de procurar emprego – também diminuiu em Santa Catarina, passando de 15 mil no primeiro trimestre para 13 mil no segundo. Com 0,3%, o Estado mantém a liderança da menor taxa do Brasil. A média nacional é 2,5%. A menor taxa de subutilização do País também é catarinense. Houve queda no número de subutilizados (desocupados, subocupados com insuficiência de horas trabalhadas e aqueles na força de trabalho potencial). Neste segundo trimestre o estimado foi de 201 mil, uma variação de –19,1% em relação ao primeiro trimestre do ano, quando era de 248 mil. A média nacional da força de trabalho subutilizada é de 14,4%, uma queda de 9,2% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Aumenta a população em idade de trabalhar

A população em idade de trabalhar (14 anos ou mais) ficou em 6,7 milhões, uma variação de 0.5% em relação ao primeiro trimestre do ano, um aumento de 34 mil pessoas. Santa Catarina mantém a 10ª posição no Brasil. O Brasil também sofreu variação positiva de 0.2% no período, com aumento de 318 mil brasileiros em idade para o trabalho, totalizando 174,1 milhões de pessoas.

Indústria tem a maior ocupação

Estimada em 4,43 milhões, a população ocupada aumentou 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior (2024), o que significa um crescimento de 72 mil pessoas ocupadas no período de um ano. Em relação ao primeiro trimestre de 2025, não houve variação estatisticamente significativa. As atividades com maiores números de ocupação estão na indústria (1 milhão) e no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (826 mil). Porém, os setores que tiveram as maiores altas percentuais de ocupados foram Outros Serviços (5,3%; 8 mil ocupados a mais) e Construção (3,0%; 9 mil ocupados a mais). O maior crescimento absoluto foi na Administração Pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,1%; 13 mil ocupados a mais). Já o alojamento e alimentação (-10,6%; 21 mil a menos) e os Serviços domésticos (-5,4%; 9 mil a menos) tiveram os maiores recuos de população ocupada entre o primeiro e o segundo trimestre do ano.

O nível da ocupação, que representa a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar, ficou estimado em 66,1%, não apresentando variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre passado. Nesse sentido, Santa Catarina manteve a segunda posição no Brasil, ficando atrás apenas de Mato Grosso, com 67,8%.

Cresce o rendimento médio de todos os trabalhos

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos tem seguindo uma crescente. Estimado em R$ 4.077, aumentou em 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando era de R$ 3.706. Já em relação ao trimestre anterior, em 2025, não houve variação estatisticamente significativa. Santa Catarina se mantém em 4º lugar no Brasil, ficando atrás apenas do DF, RJ e SP. A média nacional é de R$ 3.477. A população ocupada gerou uma massa de rendimento real de R$ 17,90 bilhões, mantendo a 6ª posição no Brasil. O número significa um aumento de 0,2% em relação ao trimestre passado: R$ 34 milhões a mais na economia catarinense. O Brasil também sofreu elevação de 2,9%, passando de R$ 341,3 bilhões para R$ 351,2 bilhões, ou seja 9,9 bilhões de reais a mais.

Carteira assinada no setor privado se mantém em primeiro no Brasil

Santa Catarina mantém a primeira posição dentre os estados brasileiros com maior percentual de trabalhadores com carteira assinada no setor privado; são 87,4%. No entanto, com relação ao primeiro trimestre deste ano, houve uma queda de 0,3%; foram menos 6 mil com carteira assinada. Já o Brasil registrou aumento de 0,9%; 357 mil trabalhadores a mais com carteira assinada, totalizando um percentual de 74,2%.

Queda no número de trabalhadores Sem CNPJ

Diminuiu em 13 mil o número de trabalhadores por conta própria em Santa Catarina, atingindo um índice de 23,6%. Foi o 10º percentual nacional com menos trabalhadores nesta modalidade, caindo 0,4 p.p. frente ao primeiro trimestre de 2025. A retração ocorreu apenas entre os trabalhadores sem CNPJ (-4,7%; 30 mil a menos). Já o número dos Com CNPJ aumentou 4,1% (17 mil trabalhadores a mais). O Brasil, em termos gerais, foi no sentido oposto: cresceu o número de trabalhadores por conta própria em 1,7% (426 mil a mais).

Informalidade cai em SC

Santa Catarina teve uma redução de 22 mil trabalhadores informais em relação ao primeiro trimestre do ano – um recuo de 2,0%. A taxa de informalidade das pessoas com 14 ou mais de idade ocupadas na semana de referência é a menor do País (24,7%), enquanto no Brasil a taxa é de 37,8%. Santa Catarina também fica com a média abaixo da Região Sul, cuja taxa é de 29,7%.

Fonte: Eduarda Molossi – Jornalista

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