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SC: Reações adversas às vacinas Covid já são quase 5 vezes mais que média anual de todo calendário vacinal

Autoridades admitem 9 mil casos, mas dados são subnotificados. DIVE não informa quantos morreram. Sem plataforma pública para relatar lesões e óbitos, governo também não orienta sobre o que fazer em casos de complicações pós-vacina.

Por Redação

8 de outubro de 2021

às 14:00

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 Apesar da subnotificação, os números oficiais do governo revelam uma explosão histórica de casos de reações adversas às vacinas Covid-19 oferecidas em Santa Catarina. Os registros de efeitos colaterais, em apenas 9 meses de campanha, já representam quase 5 vezes mais casos do que a média anual de todo o calendário vacinal, que é composto por 17 tipos de imunizantes. E, mantido o ritmo, a projeção comparativa indica que as complicações atingirão um patamar 6 vezes maior até o final deste ano.

 O trabalho de acompanhamento dos casos é deficiente. Ainda assim, os números parciais já apontam 9 mil eventos de efeitos colaterais no estado, de janeiro, quando iniciou a campanha, até setembro passado, de acordo com as informações obtidas – a custo – junto à Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), em Florianópolis.

 Para se ter uma ideia, a média de todos os outros imunizantes que compõem o calendário vacinal de Santa Catarina é de 2 mil notificações por ano, segundo a DIVE.

 Santa Catarina oferece as quatro vacinas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde: Astrazeneca, Coronavac, Pfizer e Janssen. O governo estadual ainda não divulgou qual delas causou mais problemas até aqui.

 Assunto incômodo

 A questão das reações adversas às vacinas incipientes contra a Covid aparenta ser altamente delicada, incômoda e indigesta para os gestores públicos.

 Em uma ação antiética e vergonhosa, a ‘grande mídia’ estadual prefere sacrificar a própria credibilidade a expor nas suas notícias as verdades sobre casos de complicações pós-vacina.

 Já a imprensa independente tem dificuldades para trabalhar nessa área. Apenas depois de três meses de muita insistência, o portal Alto Vale Agora obteve acesso exclusivo aos primeiros dados – ainda vagos – junto à Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC).

 Ao tentar justificar a demora na divulgação dos números – de interesse público tão relevante para a segurança da população -, o diretor da DIVE, João Augusto Brancher Fuck, diz que é preciso trazer informações “claras” sobre reações adversas provocadas pelas vacinas.

 Nas entrelinhas, conclui-se que o maior medo das autoridades de saúde é prejudicar o andamento da campanha de inoculação.

 No entanto, a transparência deve vir em primeiro lugar. O governo não pode obstruir qualquer fluxo dessas informações sob pena de contrariar as políticas públicas de saúde, afrontar o direito dos cidadãos e até incriminar-se.

 Complicou, ‘vire-se’?

 Enquanto a União Europeia tem o ‘EudraVigilance’ e os Estados Unidos têm o ‘VAERS’, o Brasil dispõe do sistema e-SUS Notifica.

 No entanto, o módulo de notificação nacional não permite o registro espontâneo por parte da própria população inoculada com as substâncias experimentais.

 Ainda assim, foram notificados nos seis primeiros meses de campanha (18/01 a 01/08/2021) 106.006 casos de eventos adversos após vacinação no país. Destes, 7.191 graves e 3.132 óbitos. A maior incidência de gravidade é da vacina AstraZeneca/Fiocruz, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

 Em Santa Catarina, o governo, além de não oferecer uma plataforma pública para relatar lesões e óbitos, também não orienta sobre o que os inoculados devem fazer quando ocorrem complicações após a aplicação das doses.

 Estatística vaga

 As doses injetadas em território catarinense já passam de 8 milhões. Mas a divulgação pública das estatísticas dos efeitos colaterais às vacinas contra a Covid se arrasta.

 Sem esclarecer o problema da subnotificação, sem abordar a preocupação com as complicações a médio e longo prazo que as vacinas podem representar e apenas respondendo dentro dos limites do que é perguntado, João Fuck diz que 95% dos efeitos adversos são leves e apenas 0,2% representa casos graves.

Advogado Bruno Oscar Graf, de 28 anos, saudável, morreu 12 dias após 1ª dose da AstraZeneca, em Blumenau (SC).

 Mortes pós-vacina e a questão dos adolescentes

 Perguntado quantos são os casos de mortes pós-vacinação em Santa Catarina, o diretor da DIVE, estranhamente, diz que não tem os números.

 Recentemente, o estado decidiu iniciar a polêmica vacinação de jovens e adolescentes, grupo que também tem baixíssimo risco para a doença, mas sujeito a efeitos colaterais específicos relacionados ao coração.

 No entanto, Fuck afirma que não possuiu registro de casos de pericardite (inflamação do revestimento externo do coração) e miocardite (inflamação do músculo cardíaco) nessa faixa etária.

 O problema já foi constatado em vários outros países. Houve até ordens para parar a vacinação neste grupo.

 No Brasil, o próprio Ministério da Saúde chegou a suspender a aplicação. Porém, os estados e municípios têm sinal verde do Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer o que quiserem nesta pandemia.

 Resta saber se irão se responsabilizar também em casos de complicações.

 350 mil não voltaram

 De acordo com João Fuck, 350 mil catarinenses estão com a segunda dose atrasada.

 O diretor da DIVE admite que as reações adversas às vacinas colaboram para gerar essa aparente fuga.

 Além disso, a explicação dele é que, equivocadas, as pessoas se sentem mais seguras após a primeira dose e não voltam aos locais de vacinação.

 Enquanto isso, o diretor prefere focar a atenção na redução de casos graves e óbitos no estado, que ele atribui às vacinas. Mas admite que os cuidados – como distanciamento social e uso de máscara e álcool em gel – são fundamentais e precisam continuar.

 ‘Boletim’ das reações adversas

 Passados já quase dez meses desde o início da primeira inoculação, um “boletim” com as informações sobre as reações adversas “está sendo preparado” em Santa Catarina, segundo João Fuck, diretor da DIVE.

 Perguntado sobre quando o primeiro balanço oficial será divulgado pelo governo do estado, Fuck respondeu: “ainda em outubro”.

 Risco-benefício

 Cada vez mais médicos – desprezados pela grande mídia ou censurados nas redes sociais -, alertam que é preciso analisar com atenção o risco-benefício para cada candidato à vacina.

 Muitos destes profissionais apontam ameaças à saúde. Entre elas: casos de formação de coágulos sanguíneos, Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto e até tumores.

 É importante lembrar que especialistas sem conflito de interesses alertam ainda que os efeitos adversos (leves, moderados e graves) às vacinas também podem ocorrer a médio e longo prazo, ou seja, surgirem apenas após meses ou anos.

 A criação de mecanismos para acompanhamento de uma situação tão complexa também deveria ser alta prioridade das autoridades de saúde.

 Irregularidade

 Uma fonte revelou que os efeitos adversos leves (como dores de cabeça ou no local da aplicação) nem estão mais sendo computados pelas autoridades regionais de saúde no Alto Vale do Itajaí (SC).

 A falha fere as regras, informou a DIVE, em Florianópolis.

 Apesar de admitir que os casos de reações adversas às vacinas são “milhares” na região, os números exatos das ocorrências de classificação moderada e grave não são revelados pela Gerência Regional de Saúde de Rio do Sul.

 Conte-nos

 E você, teve ou conhece alguém que sofreu reações adversas à vacina Covid?

 Você apoia a ideia de uma ‘CPI Pós-Vacina’?

 Relate o caso e deixe sua opinião nos comentários.

 Fonte: Redação

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