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Suástica não pode, mas foice e martelo pode? Como assim?

Nazismo e comunismo, a realidade indefensável da ‘apologia seletiva’ brasileira fica outra vez exposta com caso investigado em Dona Emma, no Alto Vale.

Por Redação

17 de maio de 2023

às 15:33

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A investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) à exposição fotográfica contendo símbolos nazistas na parede da Biblioteca Municipal de Dona Emma, no Alto Vale do Itajaí (SC), obviamente é necessária e importante, mas acirra o debate.

Galeria de fotos polêmicas em Dona Emma. (Foto: Redes Sociais)

Imagem mostra, ao fundo, bandeira com suástica estampada; lei criminaliza veiculação de símbolos nazistas no Brasil. (Foto: Giuliano Bianco/Uol/Reprodução)

“Simpatizantes de [Adolf] Hitler em Nova Esperança”, diz legenda de imagem histórica exposta. (Foto: Redes Sociais)

Enquanto a prefeitura donemense defende o material para fins de registro histórico, mas admite que as legendas das fotografias serão contextualizadas para clarear o entendimento, há que se perguntar: por que apenas imagens antigas que mostram bandeira com a suástica e fotografia de reunião de um grupo identificado como “simpatizantes de Hitler” são alvo de apuração?

Afinal, por que nenhuma autoridade também fica de cabelo em pé quando alguém sai por aí desfilando roupa que ostenta estampa com a foice e o martelo entrelaçados ou uma estrela vermelha de cinco pontas?

Como pode que, em pleno ano de 2023, a simbologia do comunismo ainda é tolerada no Brasil?

Lei brasileira pune veiculação de propaganda nazista, mas não veda apologia a símbolos do comunismo, regime totalitário idêntico. (Foto: Reprodução)

Ora, veja, tanto um quanto outro são sistemas ideológicos nefastos.

Estima-se que as barbáries do nazismo, combatido a ferro e fogo em nosso país pela Lei do Racismo (Lei 7.716, de 1989), como deve ser, tenha aniquilado 20 milhões de pessoas no mundo todo, sendo 6 milhões de judeus, conforme contam historiadores.

Portal do campo de concentração de Auschwitz, na Alemanha, com os dizeres “arbeit macht frei”, ou “o trabalho liberta”. (Foto: Reprodução)

Entretanto, as atrocidades praticadas pelo movimento revolucionário exterminaram cerca de 100 milhões de vidas de civis, cinco vezes mais, como sustenta “O Livro Negro do Comunismo: Crimes, Terror e Repressão”, escrito por diversos estudiosos europeus.

Mesmo assim, a velha mídia e setores à esquerda, frequentemente, manifestam-se favoravelmente a tal regime.

Fingem que não houve incontáveis campos de concentração e de trabalho forçado, os “gulags”, ignoram o assassinato em massa de opositores e fecham os olhos para o cerceamento das liberdades, sem falar dos milhões mortos por inanição.

Calcula-se que o genocídio do Holodomor, entre 1931 e 1933, por exemplo, tenha vitimado – pela “Grande Fome” imposta através do regime do líder soviético Joseph Stalin – mais ucranianos que o próprio holocausto na Alemanha.

Holodomor, o genocídio ucraniano. (Foto: Reprodução)

Sem conivência histórica com tamanha matança, na Hungria, Letônia, Indonésia, Polônia, Ucrânia, Lituânia, Geórgia e Moldávia os símbolos comunistas já foram banidos. Sua exibição em público para fins não educacionais é considerada uma ofensa criminal.

Adiantadas, estas nações concluíram que a ideologia também se explica em duas palavras: miséria e mortes.

Polônia proibiu alusão a comunismo. (Foto: Internet)

De um lado, o nazismo usa a luta de superioridade racial. Do outro, o comunismo, a de classes.

Bárbaros e brutais, ambos são instrumentos em busca do mesmo objetivo: a chegada e manutenção do poder a qualquer custo.

Massacrando o direito individual, as duas correntes servem de escada para genocidas.

Por isso, é preciso dar um basta à manipulação mentirosa que tende a distorcer, acobertar ou proteger um lado dos fatos históricos.

Josef Stalin, comunista, e Adolf Hitler, nazista, foram líderes de matanças. (Foto: Reprodução)

Assim como a apologia ao nazismo já foi criminalizada no Brasil, é preciso fazê-lo com o comunismo, desengavetando projetos já existentes com tal finalidade no Congresso Nacional.

Não há como relativizar ou atenuar a ameaça social de regimes que promovem tragédias semelhantes.

Mas tais registros podem, sim, servir, responsavelmente, de lição para formação estudantil contra o horror, se assim for constatado pelo MP ao final da investigação em curso no município de Dona Emma.

No mais, onde os rastros do mal são realmente comprovados, é urgente esmagar os ovos das duas serpentes, e não somente de uma!

Imagem ilustrativa

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