A SC Expo Defense – Inovação e Tecnologia, agendada para os dias 16 e 17 de maio, na Fiesc, em Florianópolis, é um encontro que reúne especialistas e entusiastas no campo da segurança e defesa, com um espaço dedicado as mais recentes tendências e inovações tecnológicas.
Mais do que uma feira, com produtos e serviços em exposição, a SC Expo Defense tem o objetivo de apresentar demandas e tendências de mercado e favorecer conexões e relacionamento entre a indústria e as Forças Armadas. Outro objetivo é promover a troca de conhecimento e experiências entre as empresas, com foco no fomento a parcerias e novas tecnologias.
As indústrias do segmento de defesa acreditam em um crescimento dos negócios a partir da inclusão do setor entre as missões da nova política industrial brasileira. Mas indústrias de outros segmentos também podem se beneficiar, já que a nova política contempla compras dos mais diversos itens como meias e alimentos, até simuladores complexos.
A perspectiva da injeção de recursos não reembolsáveis por meio de chamadas públicas de subvenção econômica como as lançadas pela Finep e de novas fontes de financiamento previstas na política do governo federal tem como meta alcançar a autonomia na produção de 50% das tecnologias críticas de maneira a fortalecer a soberania nacional no setor.
De acordo com o presidente da Fiesc e do Conselho Temático da Indústria de Defesa e Segurança da CNI (Condefesa-CNI), Mario Cezar de Aguiar, outras medidas com foco em melhorar o ambiente de negócios também animaram o setor. “A perspectiva de consolidação da cadeia produtiva aeroespacial e de mecanismos de fomento às exportações foi vista com bons olhos pela indústria, assim como a possibilidade de parcerias estratégicas com o governo para a criação de novas tecnologias críticas desenvolvidas em conjunto”, avalia.
A expectativa é de que essas tecnologias, inicialmente pensadas para o setor de Defesa e Segurança, acabem transbordando para outros segmentos, impactando um número ainda maior de negócios e setores. “Essa é uma tendência que já observamos hoje. E esse é um dos fatores que levou a FIESC a pensar em um novo formato para a terceira edição da SC Expo Defense, evento que promove o setor de defesa no estado”, destaca o presidente da entidade.
Bom momento
Além da previsão de investimentos por meio das chamadas públicas da Finep, os bons ventos para o setor também incluem discussões para que o Brasil seja signatário de um acordo com o Departamento de Defesa norte-americano. O Condefesa nacional foi consultado pelo governo federal e já se manifestou favorável à adesão ao chamado DEFARS, documento de regulação e compliance norte-americano que estipula regras para o fornecimento de materiais para as forças armadas e demais órgãos vinculados ao Departamento de Defesa dos EUA.
A inclusão do Brasil como DEFARS Qualifying Country permitiria a exportação de produtos e serviços brasileiros para o maior mercado de defesa do mundo e também para os demais países da OTAN e aliados dos Estados Unidos.
“Nossa indústria precisa estar atenta a esses movimentos e assumir o protagonismo. Participar de eventos como a SC ExpoDefense é uma oportunidade de imersão nas discussões e novidades do setor”, destacou o presidente da FIESC e do Condefesa Nacional.
Fonte: Assessoria de Imprensa – Debora Claudio – Jornalista
LEGENDA FOTO: Fragata da Marinha do Brasil sendo construída em Itajaí (foto:Marinha do Brasil)