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Terror pandêmico lota consultórios psiquiátricos

Onda de doenças mentais foi agravada pela ‘pandemia’. Disputar com sucesso vaga de encaixe - mesmo pagando caro para atendimento particular de emergência - é quase impossível no Alto Vale. Fila de espera para agendamento já chega a dezembro. Como anda sua saúde psicológica? Faça um teste e descubra.

Por Redação

30 de outubro de 2021

às 11:35

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 Conseguir vaga para uma simples consulta particular com algum médico psiquiatra – mesmo que seja para atendimento de emergência e pagando caro por isso -, é um desafio quase impossível de vencer no Alto Vale do Itajaí (SC). Na região, assim como em outros lugares no Brasil e no mundo, há extensa lista de espera na agenda desses profissionais de saúde mental, e o principal motivo é atribuído ao terror trazido pelos anúncios da ‘pandemia’.

 A reportagem do portal Alto Vale Agora entrou em contato com 10 clínicas em Rio do Sul (SC) na tentativa de marcar um horário para atendimento de emergência.

 Há psiquiatras com a agenda tão lotada que as atendentes informam que só existe vaga no final de novembro ou durante o mês de dezembro.

 Se alguém desmarcar o compromisso, a maioria dos psiquiatras já tem até lista de espera com vários pacientes na expectativa de antecipar uma oportunidade de atendimento.

 Apenas um dos dez consultórios procurados informou ter disponibilidade para encaixe de consulta dentro de alguns dias.

 Custe o que custar, lotação máxima!

 A alta demanda é registrada apesar do preço salgado de cada consulta.

 Para falar com um especialista durante uma hora, o valor varia entre R$ 350,00, R$ 400,00 e R$ 450,00.

 Detalhe: o retorno, após trinta dias, também exige novo desembolso, com desconto máximo de R$ 50,00.

 Além disso, como a função do psiquiatra é mais voltada para a prescrição de medicamentos controlados, os pacientes que quiserem fazer um tratamento completo para seus problemas terão que desembolsar ainda mais dinheiro com outro profissional, o psicólogo.

 Infectados pela mídia

 Os transtornos mentais comuns já atingem mais de 20 milhões de pessoas somente no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 21% desse total, apresentam transtornos mentais mais graves.

 Além da doença em si, o terror midiático – intencionalmente propagado durante a pandemia -, infectou grande parte da população; e piorou tudo.

 A saúde mental da população foi prejudicada pela narrativa apocalíptica dos meios de comunicação que alegam não existir um tratamento para o novo coronavírus.

 A pregação do medo constante, a contagem diária de mortos, as restrições, o isolamento social, as práticas repetitivas e frequentes de higienização, o estresse gerado pela incerteza, o confinamento e a imprevisibilidade do futuro também geram forte carga emocional.

 Coronofobia, clima de guerra e cabeça em parafuso

 O Instituto de Psiquiatria Paulista elencou, já no ano passado, os transtornos mais comuns durante a ‘pandemia’ de Covid-19: depressão, ansiedade e síndrome do pânico, além do estresse pós-traumático.

 Este transtorno, que pode surgir após a vivência de um evento traumático, tende a fazer cada indivíduo enxergar o outro como um risco em potencial. Por conta da ‘coronofobia’ (medo de pegar Covid), a sensação de insegurança é coletiva.

 Os distúrbios psicológicos durante uma pandemia são considerados tão impactantes que se comparam aos danos provocados nas pessoas em tempos de guerra.

 Não bastasse tudo isso, o aumento das taxas de suicídio passou a ser uma preocupação para autoridades mundiais de saúde.

 Socorro!

 O enfrentamento de uma ‘pandemia’ pode afetar cada pessoa de uma forma diferente.

 Para alguns, a preocupação extrema é com emprego e renda. Para outros, com a sua saúde e o bem-estar de seus familiares. Tem ainda quem se desespera com tudo isso ao mesmo tempo.

 O sentimento de angústia pode ser gerado ainda por causa do isolamento social, da interrupção das rotinas do cotidiano, da limitação de atividades de lazer e da falta de socialização ao ar livre.

 Por isso, o importante é você reagir e tentar evitar ou minimizar esses efeitos potencialmente devastadores.

Dicas para não enlouquecer

 Se a sua cabeça anda meio abalada com os problemas impostos ao mundo pelo “novo normal” ao longo desses quase dois anos, observe algumas dicas que podem ajudar:

  • Mantenha uma rotina sustentável com horários para levantar, comer e dormir
  • Alimente-se de forma saudável para contribuir com o humor e a imunidade
  • Supere o medo de tudo e de todos, e não esqueça que a socialização faz parte da natureza humana
  • Desligue-se das notícias sobre a ‘pandemia’ para reduzir a sensação de ansiedade
  • Dedique-se mais às atividades que dão prazer e exercite a prática de bons pensamentos
  • Lembre-se: o principal não é o problema em si, mas como lidamos com a situação

 Faça um teste grátis

 No link a seguir, você poderá fazer um teste online e gratuito para saber como andam as suas emoções e se há tendência para desenvolver algum tipo de transtorno em tempos de ‘pandemia’.

 O “Teste SRQ-20 de Avaliação Emocional” é oferecido pelo Instituto de Psiquiatria Paulista.

 Após responder as questões, basta informar seu e-mail para receber o resultado da avaliação.

 Responda AQUI.

Fonte: Redação

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