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VEXAME: Conheça 4 ‘jeitinhos’ que maus políticos arrumam para turbinar salário de apadrinhados

Usadas por gestores públicos, manobras ‘legais’ beneficiam os “costas quentes” e os “puxa-sacos”. Verdadeiras “sanguessugas”, essa gente parasita e desmoraliza instituições públicas custeadas com dinheiro dos contribuintes.

Por Redação

7 de outubro de 2022

às 07:37

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Mesmo tendendo a ser “um zero à esquerda” no dever de prestar serviços de qualidade ao cidadão, uma subclasse de empregados inúteis parasita as contas públicas e enche os bolsos no final do mês. Tudo isso, graças a maus políticos que lançaram mão de ‘jeitinhos’ para engordar o salário dos seus apadrinhados em cargos de câmaras e prefeituras – bancadas com o dinheiro arrecadado dos pagadores de impostos.

O conchavo articulado por gestores – ainda que imoral –,  vale-se de tramoias baseadas em questões ‘legais’ para sustentar as benesses aos protegidos, privilégios de um ‘paraíso’ que um trabalhador comum nem sequer faz ideia.

Engana-se quem pensa que essas “sanguessugas” oportunistas não agem em conluio com seus gurus tirando um sarro da cara do povo também no Alto Vale do Itajaí (SC).

Nossa equipe descobriu vários esquemas suspeitos em andamento em prefeituras e câmaras de vereadores na região, à espera de profundas investigações das autoridades competentes.

Vamos contar como pode ocorrer tal maquinação em desfavor da sociedade; sem ‘dar nome aos bois’ – por enquanto.

Jeitinho 1

Já bem manjada, uma das artimanhas detectadas em repartições públicas é empossar um aliado em um cargo mais elevado.

Neste caso, o prefeito nomeia seu bajulador, por exemplo, como secretário municipal quando, na prática, o ‘lambe-botas’ irá desempenhar o papel de assessor.

A manobra pode garantir que a remuneração média dele dispare de R$ 3 mil para mais de R$ 7 mil.

Jeitinho 2

Outra forma de rechear a carteira do ‘pelego’ é acrescentar alguma gratificação na folha de pagamento.

Para uns, a farra inclui ganhos extras de 10% por desempenho de “tarefa especial”. Para outros, resulta em uns R$ 1 mil por mês de ‘gorjeta’ pela participação em alguma “comissão”, ou “conselho”.

Mas, lembrando, tudo avalizado, dentro da lei, claro…

Agora, se o trabalho é de fato executado, ‘aí [também] são outros quinhentos’.

Jeitinho 3

A ‘graça’ aos aduladores também pode aparecer na forma de horas extras suspeitas pagas por viagens supostamente necessárias, ou sobreavisos ‘legais’ a ‘amiguinhos’ que atuam em algum departamento do serviço público.

Em geral, os motoristas de ambulância, ligados à área da Saúde, estão no epicentro da desconfiança popular.

Em setembro, por exemplo, chama a atenção que um único funcionário de uma prefeitura da região somou R$ 6 mil apenas por causa da jornada estendida de trabalho que atingiu 285 horas extras, segundo dados do Portal da Transparência.

Não parece estranho?

Jeitinho 4

A permissão para tirar diárias com saídas constantes para todos o lados também costuma ser uma maneira de duplicar ou até triplicar os vencimentos, não só para os lacaios. Até mesmo agentes políticos sugam os cofres públicos dessa maneira.

Em plena era tecnológica, que permite videoconferências e capacitação on-line, ainda é possível, por exemplo, ficar de queixo caído vendo todos os vereadores de uma Câmara Municipal viajando para um mesmo evento às custas do povo e levando gente do quadro de pessoal.

No ano passado, uma comitiva de nove parlamentares municipais – e uma servidora na carona – gerou custos de R$ 35,7 mil a um município do Alto Vale, apenas com as diárias engolidas pelo grupo com a ida a um encontro em Brasília (DF).

Moralização

As aberrações do nefasto ‘jeitinho’ da politicagem vampiram o erário, minam a confiança nas instituições públicas e são um deboche à parcela dos servidores públicos honestos e trabalhadores – que acabam envergonhados pelos “costas quentes”.

Está mais do que na cara que é preciso moralizar os poderes, de cima para baixo, para “separar o joio do trigo”.

É preciso dar um basta a mecanismos ‘legais’ criados em causa própria, ou para favorecimento dos apadrinhados.

Além disso, cabe aos legisladores decentes fiscalizar e à sociedade vigiar e denunciar os abusos.

Já o Ministério Público e a Justiça precisam cumprir suas atribuições – sem fazer vista grossa.

Seria sonhar demais?

*Imagens internas: Depositphotos (1), Getty Images (2), Internet (3, 4 e 5) e “Claudia Kpuri” (6)

Fotomontagem de Capa: Alto Vale Agora/Depositphotos/Internet

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