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VÍDEO: Crime ambiental persiste após ser denunciado há quase um ano e meio em Rio do Sul

Acionadas, Polícia Ambiental e Secretaria do Meio Ambiente da prefeitura não conseguiram parar queimadas em área verde. Já imaginou a fumaça invadindo sua casa durante o dia, à noite, nos finais de semana ou feriados? Já pensou fechar janelas e nem isso resolver a ardência provocada pelo vapor tóxico atingindo vias respiratórias, invadindo pulmões e comprometendo a oxigenação sanguínea? E que tal ter que recolher do varal sua roupa recém-lavada com o cheiro desagradável da fumaceira? A propósito, a fiscalização ambiental funciona no seu município?

Por Redação

24 de novembro de 2021

às 09:00

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 Denunciado há quase um ano e meio, um crime ambiental que parece não ter fim expõe o desrespeito às autoridades e a fragilidade da própria fiscalização no bairro Barragem, em Rio do Sul (SC). As queimadas que ocorrem durante o dia, à noite, nos finais de semana e nos feriados em uma grande área verde cortada por um ribeirão persistem entre a “antiga estrada do trem” e os loteamentos Continental e Cedros, perto da unidade do Senai.

 O receio de que o fogo saia do controle paira como um pesadelo constante. Moradores do entorno temem acabar vendo suas casas incendiadas com a possibilidade de o vento espalhar as chamas.

 Denunciantes contam que as ruas em volta da mata chegam a ficar azuladas nos dias em que há maior volume de vegetação sendo queimada.

 Mesmo dentro das residências, com as janelas fechadas, é impossível escapar da ardência nos olhos e nas vias respiratórias. O vapor tóxico carregado pelo ar chega a comprometer o simples ato da respiração, uma ameaça que ronda a saúde de crianças e adultos.

 Já donas de casa enfrentam transtornos ao recolher do varal roupas recém-lavadas com o cheiro desagradável impregnado nos tecidos.

 Denúncias, reincidência e flagrante em vídeo

 Pessoas da comunidade, que preferem não se identificar, contam que foram feitas várias denúncias à Polícia Ambiental e à Secretaria do Meio Ambiente da prefeitura de Rio do Sul.

 Apesar dos diversos apelos, o problema continua cerca de 15 meses após o primeiro pedido de socorro às autoridades, conforme imagens captadas poucos dias atrás e que reunimos neste VÍDEO.

 “Modus operandi”

 Moradores revelam que a devastação vem ocorrendo de maneira dissimulada ao longo dos últimos anos.

 Para não chamar a atenção, a ação ilegal é praticada na parte interna da mata. Assim, fica escondida aos olhos de quem passa pelas ruas em volta e até mesmo de eventual trabalho superficial de fiscalização.

 O plano conta com outro disfarce. De tempos em tempos, roçadores munidos de foices cortam justamente a vegetação que está em fase de crescimento para, depois, amontoá-la e queimá-la. 

 Como dessa forma a renovação das árvores é interrompida, a floresta está envelhecendo e desaparecendo.

 De acordo com residentes do bairro, durante temporais e ventanias é possível ouvir galhos e troncos velhos quebrando e atingindo o chão.

 Com esse ataque ardiloso, a vegetação fica, pouco a pouco, cada vez mais rala no local.

 A comunidade suspeita que o objetivo da invasão da área verde é promover o desmatamento para posterior ampliação dos loteamentos.

 ‘Batata quente’: Polícia Ambiental e Prefeitura

 Após as primeiras denúncias feitas ainda em 2020, a Polícia Ambiental confirmou à comunidade que já havia ocorrido uma tentativa anterior de estender um loteamento em direção ao local das queimadas. O proprietário do imóvel tinha sido notificado e a obra acabou sendo embargada, informou a corporação.

 Uma viatura fez rondas em volta da área verde. Mas as queimadas continuaram e houve novas queixas.

 Então, em outubro do ano passado, a polícia chegou a instruir os próprios moradores a encaminharem fotos marcadas com indicação das coordenadas geográficas para sobrevoo de um drone.

 O problema persistiu. A Polícia Ambiental acabou repassando o caso para o departamento de fiscalização da Secretaria do Meio Ambiente da prefeitura de Rio do Sul. A alegação: falta de pessoal para atender as demandas dos municípios do Alto Vale do Itajaí.

 O executivo municipal, por sua vez, fez visitas ao local desde o ano passado.

 De acordo com relatos, algumas das fiscalizações não conseguiram descobrir o local das queimadas.

 Drone, ronda e mais uma notificação

 Recentemente, o drone da prefeitura, comprado ao custo de R$ 22 mil com verba bancada pelo Ministério Público, teria sido usado para checar a área, mas sem sucesso.

 Este mês, após nova denúncia, duas fiscais da prefeitura circularam por ruas do entorno a bordo de uma caminhonete. Durante a ronda, o local do crime ambiental foi apontado por moradores.

 Uma das servidoras públicas garantiu que a fiscalização municipal iria emitir uma nova notificação ao dono do imóvel reincidente.

 Ela confirmou também que as queimadas não podem ocorrer na área de preservação, atravessada por um curso d’água.

 No entanto, a funcionária pública não falou nada sobre aplicação de multas pesadas ou outras possíveis penalidades ao infrator.

 Depois disso, o fogo e a fumaça voltaram a incomodar, relatam moradores.

 Funciona?

 Conte pra gente: você percebe que as fiscalizações ambientais de prefeituras e da Polícia Ambiental são efetivas na região do Alto Vale do Itajaí?

 Sofreu ou sofre com o desconforto provocado pela fumaça de queimadas ao respirar em sua cidade? Já chegou a passar mal por causa do problema?

 Se proprietários desrespeitam até mesmo embargos e notificações de órgãos oficiais de proteção ao meio ambiente, não parece que algo está errado?

 Você já fez alguma denúncia ambiental? A questão foi resolvida rapidamente ou deixou de ser atendida?

 O Ministério Público está atento a esse tipo de caso?

 Deixe sua opinião e relato nos comentários. A equipe do portal Alto Vale Agora agradece a sua participação!

 Fonte: Redação

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