Caminhoneiros denunciam a precária, improvisada e vergonhosa operação tapa-buracos autorizada pelo DNIT em trechos críticos da BR-470 e executada após longo período de abandono da rodovia em Santa Catarina. Os motoristas também criticam a falta de ação da PRF que estaria fazendo vistas grossas para carretas fora da lei que transportam excesso de peso e destroem o que resta da estrada federal.
Um vídeo que registra os flagrantes viraliza nas redes sociais. As imagens foram captadas entre Apiúna e Ascurra por um caminhoneiro da região do Vale do Itajaí (SC). Elas mostram um pedaço escandaloso da BR – mais esburacado do que ‘queijo suíço’.
São apenas 16 segundos, mas é o tempo suficiente para ver um cenário surreal. As cenas flagram operários terceirizados usando um caminhão basculante, carrinho de mão e até pá para fazer os ‘reparos’. Com lentidão de movimentos, eles jogam ‘massinha’ competindo com as verdadeiras panelas e crateras formadas na pista ao longo do tempo. VEJA O VÍDEO!
Obrinhas: coisa de louco!
É mesmo de cair o queixo observar a realização de um serviço de manutenção tão minguado e insatisfatório em uma das principais rodovias federais de escoamento da produção de Santa Catarina.
Afinal, o trecho filmado acumula tantas deformidades e coleciona tantos antigos remendos sobre remendos… que somente uma nova camada asfáltica pode sanar tantas imperfeições.
Pergunta
Prezadas autoridades do DNIT, é esse tipo de ‘serviço’ de manutenção que merece o povo catarinense pagador de tributos, após tanto tempo de espera por obras de verdade na BR-470?
Democrático, o espaço do portal Alto Vale Agora está aberto a eventuais explicações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

Denúncia
Na parte final do vídeo, outro flagrante: uma carreta com dois contêineres aparece com o último semirreboque escorregado e inclinado sobre o acostamento, o que sugere uma freada brusca no local. Pelo que se pode reparar nas imagens do registro de curta duração, a sinalização parece deficiente para alertar os motoristas sobre o serviço de tapa-buracos no trecho em obrinhas.
Com seus nove eixos e todos os pneus apoiados no chão, o veículo também lembra as inúmeras suspeitas de excesso de peso de cargas transportadas pela BR-470.
Caminhoneiros afirmam que diversas grandes empresas do estado estão adotando essa mesma prática ilegal e detonando mais ainda as pistas.
Fora da lei, tais carretas chegam a levar entre 10 e 15 toneladas de sobrecarga, apontam motoristas denunciantes.
E mais: condutores desses veículos longos, de 30 metros de comprimento, estariam desobedecendo à regra de restrição de circulação noturna. À noite, conjuntos formados por cavalinho e semirreboques que tenham mais de 19,80 metros de comprimento estão proibidos de trafegar sem licença especial.
E a polícia?
Ao portal Alto Vale Agora, motoristas indignados relataram que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) “pega todo mundo [notifica pequenos caminhoneiros], mas deixa esses caras [grandes empresas] passarem no posto e não fazem nada”.
A crítica se estende à Polícia Militar Rodoviária (PMRv), responsável pela fiscalização das rodovias estaduais catarinenses.
Ainda segundo condutores, denúncias apontando infratores já foram feitas às duas corporações policiais.
Nosso espaço está aberto para esclarecimentos da PMRv e da PRF.

Fonte: Redação