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VÍDEO: “Não tenho medo de ameaças!”, encara vereador ao cobrar explicação sobre caso da ‘UTI Fantasma’ de Taió

O presidente da Câmara de Vereadores, William Henrique Noriller (PSD), subiu o tom após encaminhar requerimento cobrando esclarecimentos à direção do Hospital e Maternidade Dona Lisette por causa do fechamento da Unidade de Terapia Intensiva. A UTI custou R$ 1,4 milhão aos contribuintes, atendeu 8 pacientes e foi fechada apenas 4 meses após o show político da inauguração. Segundo ele, a instituição de saúde também está com salários em atraso e problemas na qualidade do atendimento. Noriller dispara: “O diretor, ou quem quer que seja, presidente, jurídico da ‘Rede Vidas’, que venha aqui dar explicação. Não é só para mim, é para o povo taioense. Até porque eles vivem disso e recebem dinheiro público”, pressiona.

Por Redação

4 de fevereiro de 2022

às 18:00

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 O clima esquentou durante a 3ª Sessão Ordinária, na última terça-feira (1º), na Câmara de Vereadores de Taió (SC). O presidente do legislativo, William Henrique Noriller (PSD), encaminhou requerimento solicitando, já na próxima semana, se possível, a presença da direção do Hospital e Maternidade Dona Lisette ou da “Rede Vidas” para prestar esclarecimentos sobre o fechamento da ‘UTI Fantasma’ e a respeito dos contratos relacionados ao serviço interrompido.

 A Unidade de Terapia Intensiva, inaugurada sob forte exploração política local e estadual, funcionou apenas quatro meses. Neste curto período, atendeu oito pacientes.

 A ativação do serviço custou R$ 1,4 milhão aos contribuintes. Agora, os equipamentos estão desligados.

 Noriller foi direto: “o diretor, ou quem quer que seja, presidente, jurídico da ‘Rede Vidas’, que venha aqui dar explicação. Não é só para mim, é para o povo taioense. Até porque eles vivem disso e recebem dinheiro público”, enfatizou.

 “Ameaças”

 Ao cobrar esclarecimentos oficiais sobre o caso, William lembrou: “Sei que é meio difícil subir aqui na tribuna e falar do hospital, na verdade, ‘Rede Vidas’. Até porque, na legislatura passada, o vereador que veio aqui em cima falar sobre isso, depois, vamos dizer, os chefes daquele mesmo instituto falavam em rádios com tom de ameaças…”

 Sinalizando que irá até o fim, avisou: “Mas eu não tenho medo não!”

 E, após ter ido à tribuna no ano passado para elogiar o prefeito Horst Alexandre Purnhagen (MDB) e a direção do Dona Lisette, ressaltou: “Quero saber o que realmente está acontecendo porque o Município continua pagando o hospital”.

 Salários atrasados e críticas

 Além da crise gerada pelo fechamento da ‘UTI Fantasma’, os salários de dezembro e janeiro de trabalhadores da unidade de saúde estão atrasados, segundo reclamações que Noriller diz ter ouvido por telefone e que relatou na tribuna do legislativo.

 A qualidade dos serviços hospitalares também é alvo de críticas.

 O próprio presidente da Câmara relatou o caso de saúde de um amigo, de 24 anos.

 Após ser transferido para UTIs em Rio do Sul e Timbó, o homem acabou precisando ser intubado.

 Mas, em Taió, havia sido diagnosticado com “crise de ansiedade”, de acordo com relatos que Noriller afirma ter recebido de familiares do paciente.

 Por conta disso, William também solicitou a lista com os nomes que integram o “corpo técnico”. O objetivo é saber quem está trabalhando no hospital agora.

 “Tínhamos excelentes profissionais, excelentes médicos. Quero saber o que está acontecendo”, reforçou. VEJA o VÍDEO!

 ‘UTI Fantasma’: população enganada?

 Fontes consultadas pelo portal Alto Vale Agora afirmam que o prefeito Horst Alexandre Purnhagen (MDB) sabia tudo desde o início.

 Conforme o acordo, o governador Carlos Moisés (sem partido) teria liberado o funcionamento de uma UTI Covid, cuja ativação estava prevista apenas para o curto período que permaneceu em atividade.

 A cerimônia de inauguração contou com a presença do secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro.

 Já bem antes desta solenidade, os políticos locais teriam explorado a oportunidade para fazer de conta que iriam inaugurar uma UTI normal e, assim, aparentar o cumprimento da promessa da campanha eleitoral deles frente à população taioense.

 Para isso, evitavam falar publicamente que se tratava de uma “UTI Covid”.

 Um grande banner, exposto na parede externa da frente do hospital bem atrás dos políticos no dia da abertura (e registrado nas fotos oficiais do evento), trazia escrito apenas: “Unidade de Terapia Intensiva – UTI”.

 Áudios de entrevistas relacionadas à inauguração reforçam a tese da manobra política, que teria sido usada para enganar a população. OUÇA!

(Fonte: RedeWebTV)

 Fonte: Redação

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