Uma bioeconomia sólida e pujante é a última oportunidade que o Brasil vai ter para se firmar econômica e politicamente no século XXI e superar sua história de subdesenvolvimento e dependência. A avaliação foi feita pelos participantes de audiência pública interativa remota promovida pela Comissão Senado do Futuro, na sexta-feira (6), para debater o desenvolvimento da bioeconomia no Brasil.
A bioeconomia compreende atividades diversas relacionadas a produção de alimentos, a exploração de produtos derivados de plantas nativas e, de modo geral, os serviços ecosssistêmicos relacionados à biodiversidade, como produção de fibras e madeiras, polinização de plantas, uso de recursos genéticos e de microorganismos, entre muitos outros.
Os participantes do debate foram unânimes em apontar que os países mais adiantados do mundo já atuam na elaboração e desenvolvimento de projetos estratégicos para a transição de uma economia de recursos fósseis para uma economia de recursos biológicos, com o aproveitamento da biodiversidade e a consequente viabilização de cadeias de valor. Eles também destacaram que a bioeconomia difere de uma região para outra de um mesmo país, e ainda de um país para outro, em função dos ecossistemas, biomas e condições próprias de desenvolvimento locais.
Fonte: Agência Senado