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Entenda como o descaso do governo Bolsonaro com a vacinação condenou milhares de brasileiros

O presidente Bolsonaro não pode ser isentado de culpa pelas ações e omissões do Ministério.

Por Redação

19 de julho de 2021

às 09:00

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 No último ano, o Brasil foi vítima da condução desastrosa para a compra de vacinas contra a covid-19 por parte do governo federal e do Ministério da Saúde.

 O presidente Bolsonaro não pode ser isentado de culpa pelas ações e omissões do Ministério. Como dizia o então ministro da Saúde à época:

 “É simples assim: um manda e o outro obedece.” – Eduardo Pazuello

 Propostas da Pfizer

 Em carta da Pfizer às autoridades brasileiras, a empresa declarou que uma de suas intenções era tornar o Brasil uma vitrine da vacinação na América Latina. O laboratório se comprometeu a fazer o possível para reduzir o tempo de entrega e auxiliar na logística.

 Apesar disso, teve 53 e-mails ignorados e 9 propostas recusadas. Entre negociação e contrato assinado, o governo federal levou 330 dias para contratar as vacinas da Pfizer.

 Pfizer: a cronologia do descaso

 Propostas ignoradas ou recusadas:

 14/8/2020 | 30 milhões/70 milhões de doses

 18/8/2020 | 30 milhões/70 milhões de doses

 26/8/2020 | 30 milhões/70 milhões de doses

 11/11/2020 | 70 milhões de doses

 24/11/2020 | 70 milhões de doses

 15/2/2021 | 100 milhões de doses.

 Propostas do Butantan

 Em julho de 2020, o Butantan apresentou ao governo federal uma proposta para produção de 60 milhões de doses até dezembro do mesmo ano e mais 100 milhões em 2021.

 Em agosto, o instituto reforçou a proposta anterior, que não havia sido respondida.

 Em outubro, foram oferecidas 45 milhões de doses até o final de 2020 e 40 milhões até maio de 2021. A última proposta foi recebida com interesse pelo Ministério da Saúde.

 Intervenção direta de Bolsonaro

 Apesar da sinalização do Ministério, o governo voltou atrás e cancelou o acordo por ordem expressa do presidente Bolsonaro.

 Bolsonaro declarou:

 “Já mandei cancelar, o presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade.”

 Três meses depois, em janeiro de 2021 e sob pressão da imprensa, o governo federal recuou na desistência e fechou o primeiro contrato com o Butantan.

 Vacinas do Butantan: o atraso custou caro

Em fevereiro de 2021, o governo Bolsonaro contratou mais doses do Butantan a serem entregues ao longo do ano. Porém, por causa da demora em todo o processo, o instituto passou a enfrentar dificuldades para adquirir insumos básicos para a produção das vacinas, especialmente quando a demanda mundial por insumos se aqueceu.

Mais brasileiros poderiam ter sido vacinados não fosse o descaso do executivo federal.

 Covax Facility

 A Covax Facility é uma aliança global liderada por organizações internacionais para que os países em desenvolvimento comprem vacinas. A adesão do Brasil à aliança foi anunciada de última hora, em 24 de setembro de 2020, 6 dias após o fim do prazo dado pela OMS.

 Apesar do atraso, foi oferecida ao País a alternativa de solicitar doses suficientes para vacinar 10% ou 50% da população. Infelizmente, o governo Bolsonaro contratou a menor cota, de 10%.

 O governo não pretendia vacinar toda a população

 Documentos oficiais do Ministério da Saúde, tornados públicos recentemente, mostram que a escolha pela menor cota da Covax Facility foi embasada com a argumentação de que só seria necessário vacinar os “grupos de risco”.

 O governo Bolsonaro não apostava na imunização em massa. Apesar de ter sido possível negociar mais vacinas da Covax Facility, estaríamos no fim da fila.

 Milhares de vidas brasileiras foram perdidas devido ao descaso do governo Bolsonaro.

 As investigações devem continuar para que os culpados pelo desastre na gestão da pandemia sejam responsabilizados.

 Por esses e outros tantos crimes de responsabilidade cometidos, o NOVO defende a abertura do processo de Impeachment de Bolsonaro.

 Fonte: NOVO

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