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Força-tarefa que atende pessoas em situação de rua é tema de audiência

Conforme o promotor de Justiça Daniel Paladino, a DOA surgiu em abril de 2017 com o objetivo de integrar vários atores no acolhimento, atendimento e encaminhamento de pessoas que vivem nas ruas.

Por Redação

29 de junho de 2021

às 10:40

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 O trabalho com pessoas em situação de rua realizado em Florianópolis foi tema de audiência pública, realizada no fim da tarde desta segunda-feira (28) pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Assembleia Legislativa. No encontro, proposto pelo deputado Moacir Sopelsa, foram expostas as ações desenvolvidas pela DOA (Defesa, Orientação e Apoio), uma força-tarefa composta por órgãos do poder público e entidades da sociedade civil.

 Conforme o promotor de Justiça Daniel Paladino, a DOA surgiu em abril de 2017 com o objetivo de integrar vários atores no acolhimento, atendimento e encaminhamento de pessoas que vivem nas ruas. Em quatro anos, segundo ele, foram mais de 500 operações que envolveram Ministério Público Estadual (MPSC), Prefeitura de Florianópolis, Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), Polícia Civil e Polícia Militar.

 Além de oferecer abrigo, alimentação e banho para essas pessoas, a DOA desenvolve ações voltadas à qualificação profissional, reinserção no mercado de trabalho e encaminhamento para as cidades de origem. “É um case de sucesso, com resultados auspiciosos”, comentou o promotor. “Temos um serviço que se distingue e muito de outras cidades do Brasil.”

 Um dos resultados da força-tarefa, segundo Paladino, foi a redução, de aproximadamente 1 mil para 450, na população de rua na Capital, em quatro anos de trabalho. “É um trabalho que se diferencia pelo planejamento das ações, pela presença das entidades da sociedade civil e pela vontade de muitos em contribuir para resolver essa questão”, disse.

 O empresário Rodrigo Marques, do Conseg da Capital, comentou sobre os desafios enfrentados pela DOA. Conforme ele, o consumo de drogas e a criminalidade representam uma realidade para boa parte da população de rua. Ele também chamou a atenção para o que classificou como “coitadismo”.

 “Não adianta só doar, tem que doar de forma responsável”, disse. “Boa parte do dinheiro [dado como esmola] vai para a compra de drogas. Ao dar dinheiro, está se financiando o tráfico de drogas”, completou Marques, lembrando que as pessoas em situação de rua têm acesso a refeições nos centros de acolhimento mantidos pela Prefeitura de Florianópolis.

 “Não estamos enxugando gelo. Estamos evitando um iceberg. Porque depois que ele se formou, não tem quem dissolva”, disse o representante do Conseg.

 Fonte: ALESC

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