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IMA identifica desmatamento ilegal por imagens de satélite e atua contra crimes ambientais

Na última semana a primeira operação de combate ao desmatamento com base nos alertas do Simad.

Por Redação

16 de fevereiro de 2022

às 12:00

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 Lançado pelo Governo de Santa Catarina por meio do Instituto do Meio Ambiente (IMA), o Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Desmatamento (Simad) já atua de forma efetiva contra crimes ambientais em Santa Catarina.

 Na última semana, foi realizada pelo IMA em conjunto com a Polícia Militar Ambiental, a primeira operação de combate ao desmatamento com base nos alertas do Simad. A ação ocorreu em seis áreas dos municípios de Angelina, Águas Mornas e São Bonifácio, onde a supressão de vegetação alertada pelo sistema pode ser identificada.

 O presidente do IMA, Daniel Vinicius Netto, enfatiza que a fiscalização totalmente orientada pelo sistema de geoprocessamento foi um marco histórico para o IMA. “O sistema traz mais celeridade na repressão de crimes ambientais e também permite ao IMA mais autonomia para disparar os alertas a outros órgãos de fiscalização e reduzir cada vez mais os desmatamentos ilegais em Santa Catarina”, pontuou o presidente do IMA, Daniel Vinicius Netto.

 Já o diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental, Fábio Castagna da Silva, explica a importância da ferramenta no combate aos crimes de desmatamento ilegal no estado. “O Simad foi desenvolvido para atender a necessidades específicas dos órgãos de fiscalização em Santa Catarina, reduzindo deslocamentos desnecessários em função de imprecisão de informações“, explicou o diretor.

 Sobre o Sistema

 O programa é inédito no estado e um dos mais inovadores do país, por utilizar imagens de satélite para comparar locais em diferentes períodos, mostrando o histórico da vegetação. Se há supressão de mata, por exemplo, o próprio sistema verifica se possui autorização de corte ou se foi clandestina.

 O sistema identifica, por meio de imagens orbitais de alta resolução, a diferença de cobertura vegetal ocorrida mensalmente em todo território catarinense. São avaliados mosaicos com até 4,7 centímetros de resolução espacial disponibilizados pelo programa NICFI, em parceria com o Governo da Noruega.

 “O alerta é gerado por programas computacionais de código aberto e portanto sem custos para o Estado. Analisamos se houve autorização para supressão incluindo informações de responsabilidade do IMA e as disponibilizadas pelo IbamA, além de outras informações da área, como histórico de uso do solo, informações do Cadastro Ambiental Rural, entre outros”, explica o Gerente de Gestão de Informações Ambientais e Geoprocessamento, Diego Silva.

 O Simad é o único monitoramento deste gênero, disponível em Santa Catarina, que realiza o cruzamento automatizado com outros sistemas, como de licenciamento, autos de infração, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e espaços territoriais especialmente protegidos (APP, Reserva Legal, unidades de conservação), entre outras camadas.

 Fonte: Secom/SC

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