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Relator vai buscar regulação de outros países para combate à desinformação na internet

Especialistas debateram limites à liberdade de expressão e à necessidade de mediar conteúdos falsos na internet.

Por Redação

9 de agosto de 2021

às 15:20

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 O relator do grupo de trabalho que analisa proposta de aperfeiçoamento da legislação brasileira para internet (PL 2630/20), deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), quer verificar como outros países regularam a desinformação e a disseminação de notícias falsas. Ele participou de audiência pública nesta sexta-feira (6) sobre o projeto, em conjunto com a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

“Tenho convicção de que nós precisamos observar a experiência internacional e, ao mesmo tempo, ‘tropicalizar’ essa experiência. Levar em conta a nossa experiência, a nossa tradição. Inclusive porque são condutas, práticas e agentes econômicos que operam no mundo inteiro. Seria estúpido não observar como o mundo está vendo isso”, defendeu Silva.

 O diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, Carlos Affonso Souza, afirmou que a nova legislação proposta deve proteger a necessidade de moderação de conteúdos falsos pelas plataformas, afastando a ideia de que isso configuraria censura.

 Vários convidados afirmaram que a moderação deve ser feita pelas plataformas que disponibilizam conteúdo na internet, como são as redes sociais, a partir de princípios mais gerais. Para Ana Paula Bialer, da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), não adianta fazer regras rígidas porque a internet é dinâmica.

 Clara Keller, professora do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, defende a regulação do direcionamento de conteúdo. Ela afirmou que restringir os conteúdos deve ter pouca efetividade. Segundo Clara Keller, não existe consenso técnico, por exemplo, de como barrar os “robôs” sem ferir direitos dos usuários.

 “A disputa de narrativas na democracia é na sociedade civil, é na imprensa, é no debate. E não há que se falar em posição de narrativa por regulação por autoridade pública”, ponderou.

 Fonte: Agência Câmara de Notícias

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