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VÍDEOS: Vereadores são proibidos de participar da abertura do Torneio Familiar e banimento gera indignação

Foi um ‘tiro no pé’. Ao barrar os vereadores, líderes da ADAS colhem tempestade de críticas não apenas por desabonar autoridades públicas, mas também devido à suposta fome de lucros e por descaracterizar a verdadeira essência de um dos eventos mais tradicionais de Salete (SC).

Por Redação

22 de abril de 2022

às 15:54

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 Pela primeira vez em quase três décadas de história, os vereadores foram barrados da tradição de participar da solenidade de abertura do 28º Torneio Familiar de Futsal de Salete (SC), marcada para sexta-feira (22), às 19h, no Ginásio Municipal de Esportes Roberto Schreiber. O ‘desconvite’ gerou perplexidade e revolta entre os membros do legislativo riscados da lista.

 O banimento foi imposto pelas novas lideranças da Associação Desportiva e Assistencial Saletense (ADAS), entidade que comanda a competição familiar.

 Apenas a presidente da Casa, Elaine Schneider de Barros (PL), escapou do gesto de desprezo, sendo convidada para representar os outros oito colegas do parlamento municipal.

 Este ano, até mesmo deputados estaduais, que sempre eram convidados, foram excluídos da costumeira lista. O convite restringiu o prestígio somente a um parlamentar ligado à prefeita Solange Aparecida Bitencourt Schlichting, a Chica (PL).

 O corte da participação da cerimônia de abertura do torneio atingiu tal polêmica que os vereadores acabaram manifestando sua indignação durante a 11ª Sessão Ordinária realizada na última segunda-feira (18) na Câmara Municipal. O clima de revolta e frustração marca justamente toda a expectativa que havia em torno da retomada do evento, paralisado durante a decretação da pandemia de Covid-19.

 Acompanhe as falas de protesto nos VÍDEOS

“Absurdo”: O vereador Pergentino Manarin, o “Nego Manarin” (MDB), condenou o fato de somente duas pessoas (Fernando Haverroth e Sérgio Sora) comandarem o ginásio de esportes.

”Falta de respeito”: Paulo Feldhaus (MDB) desautorizou ser representado no evento e criticou a perda da essência familiar do torneio.

“Nunca vi disso”: Márcio Hellmann (MDB) condenou a mudança no regulamento e a redução de entrada para apenas 5 pessoas de cada time na quadra na cerimônia de abertura, além de enfatizar a falta no comando da ADAS de Moacir Sebastião Pivatto, falecido em agosto de 2019.

“Estranho”: Chateado e destacando que a Câmara já ajudou o evento várias vezes com recursos, Odair José Ferreira (PL) disse que gostaria de saber qual o motivo do banimento imposto pelo presidente da ADAS, Sérgio Sora.

“Tristeza”: Paulo Roberto Loch (PL) lamentou a exclusão e lembrou que participava da abertura do torneio todos os anos como atleta e dirigente.

“Somos autoridades”: O vereador Odair José Círico (PSL) reforçou que a parceria entre executivo e legislativo já foi fundamental em momentos cruciais para garantir a realização do torneio e que não se sentirá representado na abertura do evento pela presidente, única convidada da Câmara.

 Perguntas

 Afinal, quanto a prefeitura gasta decorando a cidade, cedendo o ginásio, colocando o “lonão” de entrada, fornecendo toda a infraestrutura necessária para a realização do Torneio Familiar?

 Não seria o caso de municipalizar de vez a competição?

 E quanto à organização do evento, que também tem espaço aberto neste portal, ficam dois questionamentos. Por que foi preciso riscar nomes da lista de convidados da abertura desta edição do torneio? Por acaso a quadra encolheu tanto assim de tamanho?

Foto de Capa: Divulgação

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