O volume de combustível contratado pela prefeitura de Salete (SC) em 2023 é mais de quatro vezes maior em comparação aos dez primeiros meses de 2021, primeiro ano do atual mandato da prefeita Solange Schlichting, a Chica (PL).
A quantidade de gasolina e óleo diesel saltou de 140 mil litros para uma previsão de 600 mil ao longo deste ano.
O petróleo é destinado ao abastecimento dos tanques da frota municipal. A lista inclui tratores, retroescavadeiras, caminhões, ônibus, ambulâncias e carros oficiais.

Crescimento do consumo
O combustível vem sendo comprado sempre em dois fornecedores da própria cidade: ‘Auto Posto Vasick Ltda’, no caso do diesel, e ‘Daros Comércio e Transportes de Combustíveis Ltda’, para a gasolina e o ‘óleo 2 tempos’ usado em motosserras.
O diesel é o líder da lista de aquisição. Entre janeiro e outubro de 2021 foram 100 mil litros, sendo 60 mil do tipo S-10 e 40 mil do tipo comum. De gasolina comum foram mais 40 mil litros, além de 200 unidades de ‘óleo 2 tempos’. Portanto, diesel e gasolina somaram 140 mil litros.
Em novembro daquele mesmo ano, a prefeitura antecipou a compra de mais 120 mil litros de diesel S-10 e 280 mil litros de diesel comum através de um novo contrato válido até final de 2022. Também no ano passado, o volume de gasolina comum adquirido dobrou: 80 mil litros, e as unidades de ‘óleo 2 tempos’ subiram para 300. Ou seja, o cálculo total chegou a 480 mil litros de diesel e gasolina.
Já este ano, a compra alcançou 500 mil litros de diesel, sendo 200 mil do tipo S-10 e 300 mil do tipo comum. Além disso, a quantidade de gasolina comum contratada subiu para 100 mil litros. Já o ‘oléo 2 tempos’ foi mantido nas mesmas 300 unidades. Quer dizer, somando diesel e gasolina chega-se aos 600 mil litros.
Em 2023, o acordo com a empresa Daros tem valor inicial de R$ 542,9 mil. A contratação com a Vasick é de R$ 3,47 milhões. Somados, os custos atingem o montante de R$ 4 milhões.

Pagamentos
Os dados do Portal da Transparência, analisados pela nossa equipe, revelam ainda que os pagamentos efetuados somaram R$ 1,6 milhão no primeiro ano desta gestão.
Em 2022, considerando também a elevação média de preços, as despesas subiram para R$ 2,34 milhões.
Enquanto isso, o valor inicial dos atuais contratos – com redução no preço da gasolina em relação ao ano passado e elevação no custo do diesel na comparação com o contrato assinado no final de 2021 –, atinge a casa dos R$ 4 milhões. A cifra é duas vezes e meia maior do que no ano de estreia do segundo mandato de Chica.
Dessa forma, conclui-se que os gastos com combustível atingirão o montante de R$ 7,94 milhões em três anos da atual gestão da prefeitura saletense.
Apenas a título de referência, nos quatro anos da gestão anterior de Solange Schlichting, entre 2017 e 2020, essa despesa foi menos da metade: R$ 3,47 milhões, segundo a nossa conta a partir dos números disponibilizados no Portal da Transparência.


Caminho certo?
Na sua opinião, deveria existir mais eficiência no uso desse recurso pago pelos contribuintes em Salete? Seria possível “fazer mais com menos”?
É possível perceber que a elevação dos gastos com esse aumento do volume de combustível comprado está realmente revertendo em mais serviços e obras em Salete?
Você acredita que tudo isso é sinal de trabalho sério da atual gestão, ou reflete também uma estratégia que mira a busca de bons resultados eleitorais na disputa pela sucessão municipal do próximo pleito em 2024?


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