A soma dos salários dos 28 prefeitos e dos 259 vereadores dos municípios da região do Alto Vale do Itajaí (SC) deve atingir a marca de R$ 72,7 milhões neste mandato, entre os anos de 2021 e 2024. A projeção da nossa equipe tem como base o valor das remunerações pagas – com o dinheiro dos contribuintes – em 2022, segundo ano de atuação dos políticos nos cargos aos quais foram eleitos.
O cálculo reúne dados disponibilizados nos portais da transparência das prefeituras e câmaras de vereadores.
Uma vez que neste ano e no próximo ainda deverão ocorrer reajustes salariais, o gasto milionário com o pagamento dos vencimentos tem tudo para ir além da estimativa do portal Alto Vale Agora.
É importante frisar que a totalização da despesa inclui o décimo terceiro salário – que somente alguns poucos não recebem por força de lei municipal. Porém, a conta não considera os custos com diárias e transporte, tampouco as outras saídas de caixa necessárias para manter todo o pessoal e o funcionamento dos prédios públicos. (Veja mais detalhes no link abaixo)
A montanha de dinheiro para cobrir a folha de pagamento dos 287 políticos que atuam no executivo e legislativo da região, ao longo de quatro anos, daria para pagar 55,8 mil salários mínimos.

Executivo
Até o final do atual mandato, o salário dos prefeitos da região deverá tirar dos cofres públicos cerca de R$ 24,6 milhões.
Conforme o levantamento que realizamos em meados do ano passado, os três gestores com os maiores vencimentos no Alto Vale são os prefeitos de Rio do Sul, José Thomé (PSD); de Taió, Horst Alexandre Purnhagen (MDB); e de Ituporanga, Gervásio José Maciel (PP).
Recentemente, em janeiro de 2023, Maciel recebeu salário bruto de R$ 21,6 mil. Purnhagen ganhou R$ 23,3 mil. Thomé obteve rendimentos de R$ 34,3 mil.

Legislativo
Juntas, as câmaras de vereadores do Alto Vale devem consumir recursos públicos ao longo dos quatro anos da atual legislatura na ordem de R$ 48,1 milhões. A cifra é para manter o salário de duas centenas e meia de parlamentares municipais das 28 Casas.
De acordo com o nosso levantamento do ano passado, o legislativo de Rio do Sul lidera o ranking de gastos salariais com seu grupo de políticos. Em segundo lugar, aparece Ibirama e, em terceiro, Ituporanga. (Veja outros detalhes no link abaixo)
A análise dos dados mostrou ainda que, na época, o maior salário pertencia ao presidente da Câmara de Vereadores de Taió, William Henrique Noriller (PSD). Em segundo lugar figurava Thyago Ferreira Melo (União Brasil), presidente do legislativo de Rio do Sul. Ibirama ocupava a terceira posição com o presidente da Câmara, Dalmir Sartor (MDB). (Veja mais sobre o assunto no link abaixo)
Este ano, o Portal da Transparência do legislativo ibiramense ainda não disponibilizou a folha do mês de janeiro. No entanto, em novembro passado, antes do décimo terceiro, a remuneração bruta de Sartor foi de R$ 7,8 mil. Enquanto isso, o ex-presidente Melo, bem como os demais vereadores, recebeu R$ 9,1 mil em janeiro de 2023. Já o novo presidente do legislativo taioense, Ricardo Oenning, o “Kakai” (PSD), ganhou R$ 9,3 mil no mês passado.

(Funcionário Nº/Prefeituras > José Thomé (PSD): n. 218197, Rio do Sul; Horst Alexandre Purnhagen (MDB): n. 112845, Taió; Gervásio José Maciel: n. 198821, Ituporanga | Funcionário Nº/ Câmaras de Vereadores > William Henrique Noriller (PSD), n. 233, Taió; Thyago Ferreira Melo (União Brasil), n. 11763, Rio do Sul; Dalmir Sartor (MDB), n. 2003, Ibirama | Portais da Transparência/Prefeituras: Rio do Sul, Taió e Ituporanga | Portais da Transparência/Câmaras de Vereadores: Rio do Sul, Ibirama, Ituporanga e Taió)
